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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bad Bank?


Jean-Claude Trichet defendeu hoje que a solução para estancar e lidar com os chamados activos tóxicos não passa pela criação de um Bad Bank.
Estes "bancos" foram testados na Suécia durante a crise da década de 90 e consiste em criar um "Banco" que retire os activos desvalorizados dos balanços dos verdadeiros bancos.
Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia tem criticado fortemente a criação de "bad banks" dizendo que estes transformarão dinheiro dos contribuintes em “lixo”. Na minha mais que modesta opinião concordo em absoluto com o Sr Stiglitz e deixa-me bastante preocupado a ideia de que se poderá vir a criar mais instituições destas.
Será o Estado Português um "Bad Bank" ? Podiamos resgatar o Oliveira e Costa para ficar à frente do Bad Bank de Portugal!!

segunda-feira, 31 de março de 2008

O estado são eles...


O rompimento dos contratos com a Goldman Sachs, revelado por António Borges na sua entrevista ao Público, é bastante preocupante: é revelador dum estado, cada vez mais castrador da vida económica, e que avalia os seus parceiros negocias pela quantidade de “graxa” que estes dão ao poder político. Mais preocupante ainda é a reacção nacional á noticia: total e aparente indiferença, acompanhada por uma geral satisfação interior, não manifestada, em quase todo o espectro politico. A esquerda, mesmo aquela que se diz “moderna”, mas que continua com todos os fantasmas e tiques do passado, não consegue deixar de escapar aquele sorrisinho malandro, por o “Estado”, esse deus dos tempos modernos, ter dado uma cacetada, ainda que ilegítima aos malvados “Porcos Fascisto-burgueses” defensores do capitalismo e da exploração do homem pelo homem. Já a direita, salazarenta, herdeira do antigo regime, muito apreciadora do “respeitinho”, e com um certo horror moralizador ao dinheiro, olha sempre com desconfiança para os sectores da sociedade influentes que não os do estado. Logo esta direita, que se encontra ainda entranhada no PSD e no CDS, não consegue deixar de respirar de alivio quando o estado, qual D. João II, apunha-la algum malvado “duque de Viseu empresarial”, cujo o poder e influencia, era até aí demasiado grande, podendo mesmo ameaçar a segurança do “reino”.

Nisto a direita e a esquerda portuguesas são iguais: ambas adoram o Estado, como uma instituição sagrada, isenta, acima de qualquer suspeita e protectora do homem comum contra os interesses privados dos “poderosos”.

Esquecem-se estes senhores que o estado não é nenhuma instituição esotérica. O estado são as pessoas que o controlam e que o usam em benesse, espantem-se meus caros , dos seus interesses PRIVADOS; Interesses da “PSD Lda” ou do “PS SA”, que se aproveitam da influencia do estado, para estabelecer as suas próprias regras nesse gigante jogo do monopólio que é o mercado. Esta é a razão, pela qual nenhum dos partidos acabará com a influencia asfixiadora do estado na economia, porque é raríssimo o politico que abdica voluntariamente de poder, sem a isso ser forçado.
No inicio do século XVII, Luís XIV, vitorioso sobre as varias nações europeias, e com a nobreza e parlamento francês derrotados e humilhados a seus pés dizia orgulhosamente "L'État c'est moi". Hoje os Sócrates, os Pina Mouras, os Varas, os Menezes e os Ribaus Esteves deste país, com a sociedade civil, e o empreendedorismo amordaçados a seus pés dizem: "L'état c'est nous".

quinta-feira, 27 de março de 2008

Eleitoralismo? Farsa? Pouca Economia?


Não posso concordar mais com o editorial de hoje do Público quando Paulo Ferreira diz que "o maior mérito desta redução fiscal está na sua irrelevância económica"!
Esta medida nada mais é que propaganda pré-eleitoral.
1º- o IVA dos profissionais liberais é ridiculo! Todos os meses os profissionais liberais recebem mais 21% para de 3 em 3 meses o ir entregar ao Estado.
2º- os preços não vão baixar! Logo a tentativa do Estado incentivar o consumo com esta redução ridicula do IVA vai falhar.
3º e último- A medida essencial que se devia tomar para este país andar para a frente era baixar o IRS e o IRC!

sábado, 1 de março de 2008

E viva o PSD!


O PSD não é nem nunca foi um partido com uma doutrina bem marcada... Aliás, desafio qualquer um dos leitores a tentar explicar o que é hoje a Social-Democacria e para que um partido assumidamente social-democrata na realidade portuguesa... O PSD sempre dividiu com o PS aqueles ±10% de eleitorado que flutua de um lado para o outro sem muito bem saber porque...
Cada vez mais acho que a liderança do Dr. Menezes à frente do partido vai fazer com que os eleitores percebam a real utilidade e o que é o PSD.
Os desvarios mentais do Dr. Menezes levam o maior partido da oposição num dia a defender a desmantelação do Estado e no outro a defender o aparelho Estatal com unhas e dentes! Quando fala o Patinha Antão o discurso é um, quando fala o Santana (classificado ontem como o pior primeiro ministro que Portugal já teve...) ou o Frasquilho o discurso é outro!
As duas últimas foram gravissimas.... Primeiro, o Presidente do PSD quer que os médicos não acumulem funções entre o sector público e o privado, com o objectivo de garantir a livre escolha dos utentes!! Ora bem, esta grandissima estupidez vem é fazer exactamente o contrário!
Segundo, o Presidente do PSD quer que a RTP se torne uma estação de televisão livre de publicidade... só programas de interesse público! Muito bem! dirão alguns dos leitores, mas agora pensem, pensem como é possível isto acontecer. Como é possível uma estação com uma divida de 680.000.000€ sobreviver se lhe querem retirar uma das maiores fontes de receita?? A RTP arrecada por ano 68.567.682,89€ (fonte-relatório de contas RTP). Diz o Dr. Menezes que é totalmente viável! Diz o Dr. Menezes que a RTP irá receber mais dinheiro da contribuição audiovisual e que portanto poderá viver sem publicidade!! Eu pergunto, que raio é a contribuição audiovisual??? Sem espanto descubro que é dinheiro do Estado! Agora faço a pergunta ao Dr. Menezes, afinal quem paga isto??