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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Uma boa notícia


Ora aqui está uma boa notícia!!
O UBS manteve a Galp Energia na lista das acções preferidas, no sector europeu. Prefere mesmo a companhia liderada por Ferreira de Oliveira à BG Group, empresa parceira da Galp Energia e da Petrobras, para ganhar exposição ao negócio da exploração de petróleo no Brasil.
“Continuamos a acreditar que os investidores devem procurar alguma exposição à Bacia de Santos, no Brasil. Elegemos a exposição através de um dos participantes [na exploração neste campo]” sendo que “a nossa preferência vai para a Galp Energia, em detrimento da BG Group”.
Fonte - Jornal de Negócios

TAP


Sempre gostei do Fernando Pinto mas esta notícia que saiu hoje nos jornais sobre a TAP pagar o combustível mais caro que o valor de mercado deixa-me a pensar bastante sobre a "nossa companhia de bandeira".
"A TAP pagou o combustível em 2008, em média, a mais 6,5% do que o preço de mercado. Em oito dos 12 meses do ano, a companhia aérea de bandeira comprou o combustível para avião a um valor mais elevado do que a cotação de mercado. "
Fonte - Jornal de Negócios

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bad Bank?


Jean-Claude Trichet defendeu hoje que a solução para estancar e lidar com os chamados activos tóxicos não passa pela criação de um Bad Bank.
Estes "bancos" foram testados na Suécia durante a crise da década de 90 e consiste em criar um "Banco" que retire os activos desvalorizados dos balanços dos verdadeiros bancos.
Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia tem criticado fortemente a criação de "bad banks" dizendo que estes transformarão dinheiro dos contribuintes em “lixo”. Na minha mais que modesta opinião concordo em absoluto com o Sr Stiglitz e deixa-me bastante preocupado a ideia de que se poderá vir a criar mais instituições destas.
Será o Estado Português um "Bad Bank" ? Podiamos resgatar o Oliveira e Costa para ficar à frente do Bad Bank de Portugal!!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obamomania II

As circunstâncias farão Obama. Mais do que as suas convicções, ideias, sonhos ou projectos. Tal como foram as circunstâncias fizeram W. Bush, e Clinton, e Bush, e Reagan, e todos antes dele... ser Presidente mais do que ter convicções inabaláveis, é saber responder, da melhor maneira, aos desafios que são colocados a cada momento. O 9/11 fez Bush, assim como o 9/15 (falência do Lehman Brothers) fará Obama, para o bem e para o mal!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O Regresso de Keynes



Hoje Teresa de Sousa no Publico, juntou-se um coro de vozes cada vez mais crescente, que defende que esta crise financeira, marca o regresso de Keynes.
É verdade, que Keynes é um dos grandes génios da economia, estando provavelmente a par de Adam Smith. É verdade as sua teoria económica, ajudou a recuperar o mundo da grande depressão. No entanto devemos pensar um pouco antes de nos atirarmos para os braços das politicas Keynesianas. Por um lado porque o Barão Keynes foi usado (injustamente diga-se) como desculpa para cometer algumas das maiores barbaridades da história económica: em Portugal temos o perfeito exemplo disso, no aumento do volume do estado e na construção de grandes obras publicas que ocorreu na década de 80 e 90. Tudo isto foi feito utilizando a bandeira de Keynes, ignorando-se no entanto duas grandes premissas do grande economista:

1º) A intervenção do estado na economia deve funcionar de forma anticiclica, devendo-se por isso o estado retirar-se da economia em épocas de prosperidade económica. Só desta forma poderá ter margem de manobra para actuar em épocas de crise.

2º) O volume do estado não deve ultrapassar 1/3 do PIB (no caso português é á volta de 50% do PIB).

Por outro lado também temos que ter em conta contexto histórico e político no qual surge o Keinesianismo, ou seja na década de 20 e 30. Numa época em que o proteccionismo era a regra, poder-se-ia relançar a economia dum país, fomentando a procura, que por sua vez levaria ao aumento da produtividade. No entanto, não faz sentido aplicar esta doutrina na época da globalização, dado que a facilidade para ocorrência de trocas comercias, permitiria que a procura gerasse pura e simplesmente um aumento das importações, e não necessariamente um aumento da produtividade.
Pode se ainda a argumentar, que o aumento do proteccionismo, por parte dos estados, no pos-guerra levou a diminuição da interdependência dos mesmos, provocando um aumento do isolacionismo, que em muito contribui-o para II Guerra Mundial.
Concluindo, se quiserem o Keinesianismo de volta, tem que comprar o pacote todo ( isto inclui o aumento do isolacionismo dos estados) . Eu por mim (embora tenha muita consideração por John Maynard Keynes) continuo leal a Milton Friedman, porque muito simplesmente o comercio livre contribui mais para a paz e estabilidade mundial, do que ONUs, UEs e diálogos ecuménicos, todos juntos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Inflação


No dia 6 de Outubro o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou que "as pressões inflacionistas diminuíram", sugerindo que poderá haver espaço para uma redução de juros numa altura em que a crise financeira está a afectar a economia da Zona Euro.
Hoje o Instituto Nacional de Estatística avançou com a notícia de que a inflação aumentou 3,1% em Setembro face ao mês anterior. No Reino Unido a inflação sobe ao ritmo mais rápido desde 1997. Na Bélgica, na Alemanha e na Holanda também houve um aumento da inflação...
E agora Sr Trichet?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Descubra as semelhanças...



Lembram-se de “family ties”, o sitcom americano dos anos 80? Provavelmente lembram-se devido á estrela da série, Michael J. Fox, que intrepretava um jovem génio financeiro, ávido de dinheiro (Alex P. Keaton). Também devem-se lembrar do pai (Steven Keaton), um idealista, que tinha sido hippie na sua juventude, e que era director duma empresa não lucrativa. Provavelmente também se lembram de Robert Keaton, o avô de alex: este era um “blue collar worker” reformado, que passava o tempo a criticar as opções politicas esquerdistas do seu filho.
Eventualmente, a meio da série, o avô Keaton morre. Na noite após funeral , Steven mostra ao filho um bloco de notas de 1954, que tinha encontrado juntamente com o portfolio de Robert. Neste estava escrito que a IBM, era uma empresa destinada ao sucesso , e que quem quisesse, fazer fortuna deveria comprar acções da mesma, mostrando a Alex de quem tinha herdado a sua propensão para a economia. Ao ouvir isto o jovem “yuppie” logo pergunta porque é que o avô não comprou acções , abdicando assim duma vida bastante mais confortável. O pai pondo um ar fatilista explica-lhe que o seu pai viveu na grande depressão, e que como tal habitou-se a comprar investimentos prudentes como commodties, seguros etc. Aqui delineia-se o grande gap entre a geração do Robert, e a que lhe sucede (a geração baby-boomer). A primeira nasceu numa época dourada, durante os “roaring twenties” : o mundo dançava ao som do “foxtrot” , havia uma grande prosperidade económica e toda a gente dizia que nunca mais se repetiria outra loucura, como a I Guerra Mundial. Esta geração (chame-mos-lhe “Geração Robert”), passou assim o principio da sua infância em grande conforto. Tudo isto mudou quando numa tarde de Outono de 1929, estas crianças viram os seus pais chegarem a casa, de gravata desapertada e cabelo desgrenhado, dizendo que tudo estava perdido: começava a Grande Depressão. Os anos seguintes foram de penúria e de miséria, e quando 10 anos depois, tudo parecia voltar ao normal rebenta a segunda guerra mundial. Todos estes jovens imberbes, foram atirados, para campos de batalha longínquo, para lutarem contra dois dos mais ferozes inimigos que o seu país tinha defrontado: o III Reich e o Império Japonês . Todos estes acontecimentos marcaram esta geração , tornando-a muito prudente, conservadora e desconfiada. Esta visão aplicaram-na á sua forma de trabalhar, ao seus costumes (tornando-se bastante conservadores, mesmo em comparação com a dos seus pais) e a todo o seu modo de viver.
Mais tarde nasceu a “geração Steven” . Criados no pacifico e próspero ambiente do pós-guerra, os Steven , cedo se revoltaram contra as convenções sociais que os seus pais lhe tinham imposto, dando assim inicio durante na década de 60, á revolução sexual. Mais tarde nasce a geração Alex: para esta a grande depressão não é mais que uma memória. Algo que leram nos livros de história e que parece impossível voltar acontecer. É esta geração que apoia Reagan, na sua luta pelo fim da maior parte da regulação que já vinha do tempo dos seus avós, tanto a boa como a má. É esta geração que defende a máxima autonomia económica do individuo relativamente ao estado. Em suma se uma geração fez uma revolução social, a outra fez uma revolução económica.
Até agora pensei que a minha geração se assemelharia á geração Alex: tanto no aspecto sócio-cultural como no aspecto económico. Seria a geração liberal, por excelencia. No entanto…
Nascemos nos anos 80, e crescemos nos anos 90. A URSS tinha acabado e com ela a história (como dizia Fukuyama) , e o mundo parecia caminhar para uma nova era dourada, tendo como líder os USA. Contudo isso acabou com o virar do milénio. Apareceu a Al-Quaeda, rebentou a guerra contra o terrorismo; a China e a Russia começaram a flectir os músculos e a demonstrar ter vontades e ambições próprias. Em suma o mundo já não parecia tão pacifico e tão dourado como tinha sido. Mais tarde começou a crise financeira, que parece estar ainda no principio. Em suma as nuvens acumulam-se nos horizontes da minha geração, e ao que dizem, a borrasca ainda nem começou.
A reflexão que eu deixo é a seguinte: que efeitos sócio-culturais terão na nossa geração (e na que se segue), os recentes acontecimentos mundias? Tornar-nos-ão mais próximos de Steve? De Alex? Ou de Robert?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Teixeira dos Bancos


Assistimos ontem à "Segunda-feira mais negra desde 1987" (tal como diz O Público) desvalorizando cerca de 10% e chegando mesmo a estar suspensa durante uns minutos... Títulos como a EDP e a GALP perderam mais de 16 e 13% respectivamente. Só Américo Amorim e Belmiro de Azevedo viram às suas posições serem subtraidos aproximadamente 550 milhões de euros num só dia... Teixeira dos Santos afirma que o sistema bancário português é do mais sólido que existe mas ao mesmo tempo "garante as poupanças de todos os portugueses aconteça o que acontecer"...isto leva-me a fazer a pergunta, mas que poupanças? Mesmo sabendo que já diversos países europeus fizeram o mesmo (garantir os depósitos) esta pequenissima inversão de discurso leva-me a crer que algo poderá estar na calha... BPN?? BPP?? BPI??
Continuamos a aguardar por próximos episódios...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Plano Paulson (2)


Hoje as principais bolsas europeias abriram todas com quedas acentuadas devido aos investidores desconfiarem da eficácia do Plano Paulson.
O PSI-20 acompanha a tendência desvalorizando até este momento quase 4%, tendo já tocado os mínimos de 2005... Na Europa, as perdas são superiores a 4%, com algumas bolsas a desvalorizarem mesmo mais de 5%, perante as preocupações de que a crise no crédito esteja a piorar uma vez que o BNP Paribas tomou o controlo do Fortis e o Estado Alemão elaborou um plano no valor de 50 mil milhões de euros para salvar o Hypo Real Estate...
Quais os próximos episódios?