sexta-feira, 3 de abril de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Inauguration Day

Conjunto usado na cerimónia de tomada de posse, com vestido e casaco de Isabel Toledo, conjugados com sapatos Jimmy Choo luvas J. Crew

Vestido de gala de Jason Wu, com cristais Swarovski
Coisas verdadeiramente importantes sobre o dia de ontem: o que pensam os habitantes desta casa das escolhas de Michelle Obama?
_______________________
Para análise completa das escolhas da Primeira-Dama, podem sempre consultar o SLIH!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
McCain and Obama

Há algo no discurso dos dois candidatos que só tinha visto até agora nos livros de história: há dignidade, cavalheirismo, sentido de estado ,de cidadania e de história.
Na minha opinião os candidatos vieram de dois mundos diferentes. Mas no entanto eram o melhor que ambos os mundos tinham para oferecer. Isto foi positivo para um mundo em que os políticos assumem cada vez mais a imagem de burocratas cinzentos.
McCain com o seu passado de militar , com a sua, honestidade rebeldia, e individualismo (“O Maverick”) é um herói clássico, e faz parte da mitologia americana. Talvez esse tenha sido a origem da campanha falhada de McCain. É que um rebelde, um cawboy solitario, por melhor que maneje o seu “six-shooter”, nunca pode ser um líder. O herói clássico (rebelde e individualista) quando líder e portanto membro do grupo, perde-se, confunde-se, sente-se preso . Ninguém se lembra de Aquiles a comandar os Mermidões. No entanto todos se lembram de Aquiles a lutar “mano a mano” contra Heitor.
No entanto, apesar do falhanço da sua campanha, notou-se, quando Obama no seu discurso de vitoria o elogiou, e aquelas 100000 pessoas se calaram num silencio respeitoso, que todo o povo americano tem um enorme carinho e respeito por McCain.
Por outro lado temos Obama: inovador, inteligente, extremamente carismático, nunca demasiado fracturante, nem negro, nem branco, mas com uma pose e atitude que poderia ser do mais elitista WASP, ou BB. Ele é sem duvida o líder, o factor de união. A intrigante mistura de aristocrata e populista fazem dele uma espécie de César dos tempos modernos. He is the king! Foi por isso na minha opinião que Obama ganhou.
Ele, como nunca outro, pelo apoio que tem das duas câmaras, pelo apoio incondicional da opinião publica, tanto americana como mundial pode fazer provavelmente mais do que qualquer presidente americano. Contudo isto é o que me preocupa: O apoio das duas câmaras, mais da opinião publica americana e mundial tornam-no demasiado poderoso, se calhar poderoso em demasia. Tenho medo que adulação que lhe é prestada por dezenas de milhões em todo o mundo: Não poderá subir á cabeça de Obama? Afinal não seria a primeira vez que um virtuoso líder se tornaria num corrupto tirano.
Por ultimo: não pode este homem, que á primeira vista parece admirável, começar a fazer todos os disparates possíveis e imaginários porque tem legiões de fanáticos por trás a gritar "yes we can"?
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Obamomania II
Obamomania
Para além da sua óbvia vitória política, Obama representa uma tremenda vitória dos Estados Unidos no plano internacional: a sua eleição deita, finalmente, por terra o preconceito europeu (sobretudo alimentado pela esquerda) relativamente aos Estados Unidos. Independentemente daquela que vier a ser a sua agenda e as suas políticas, com Obama, a América deixará de ser vista como a terra dos "cowboys" para ser a verdadeira "land of the free", em que o filho de um queniano e de uma americana do Kansas, chega a Presidente. E isto muda o paradigma das relações do mundo com a América. Ainda que, na essência, Obama seja igual aos seus antecessores.
Embora não acredite em homens providenciais nem tenha sido especialmente cativada pelo charme do Senador do Illinois, não tenho qualquer dúvida que com Obama acabam os ataques tacanhos da esquerda atabalhoada aos EUA, sempre pronta a invocar a "estupidez" de Bush (um dia, estou certa, ainda lhe reconhecerão o seu valor como Presidente), o imperialismo americano, o fantasma dos "neo-cons", as teorias da conspiração… Agora essa esquerda que mina a comunicação social e formata o pensamento europeu (politicamente correcto) tem lá o “seu” candidato e, portanto, deixou de ter pretextos para o ataque fácil. Atacar os Estados Unidos deixa, assim, de ser desporto rei porque o "palhaço" de serviço saiu de cena e entrou o "homem providencial".
Acontece, porém, que eu não tenho a mais pequena dúvida que todos aqueles que hoje exultam "os amanhãs que cantam" de Barack Obama irão ter, nos próximos meses, a maior e mais dolorosa das desilusões. O homem providencial será, afinal, igual aos demais. E será, acima de tudo, Americano, para o bom e para o mal. Mais intervencionista ou mais isolacionista, a verdade é que defenderá, sempre, o interesse Americano. No Iraque, no Afeganistão, no Paquistão ou no Irão. Mais liberal ou mais estatista, irá sempre procurar manter os EUA como (um)a grande potência económica. Mais conservador ou mais progressista, terá que equilibrar o interior rural e algo provinciano com a cosmopolita Costa Leste. E, por tudo isto, Obama será, muito possivelmente, uma agradável surpresa para todos nós que não lhe atribuímos qualidades messiânicas nem engolimos o discurso da mudança pela mudança. Porque, on duty, as Commander in Chief, Obama vai governar como qualquer outro que tivesse sido eleito para o cargo. Como diz, e bem, o Tiago (lá mais em baixo), Obama será, "na economia, mais liberal do que se pensa. Socialmente, menos estatista do que parece prometer. Nos costumes, mais conservador do que se julga. Na política externa, menos pacifista do que se espera".
E, no final de contas, o que irá, efectivamente, mudar? Talvez a decoração da Casa Branca, se Michelle não gostar da "herança" de Laura!
terça-feira, 11 de março de 2008
Obama convidado para a Vice-Presidência (!!)
quarta-feira, 5 de março de 2008
Barack Obama um novo John F. Kennedy? I don't think so...
Obama é um “tribuno” brilhante, ninguém questiona isso. Como orador está quase ao nível dum JFK, com um qual tem vindo a ser comparado. Esta teoria ganhou muito relevo quando a filha de defunto presidente apoiou Obama, afirmando que ele lhe fazia lembrar o Pai. Logo os “Obamistas”, se assim lhes posso chamar, exultaram de alegria e disseram que ali estava a prova provada que aquele era o novo Kennedy. Lamento ser o desmancha-prazeres, mas tenho que discordar: mesmo não levando em conta que o que se passou não foi mais que uma luta de poder entre os dois clãs que dominam o partido democrata, Obama nunca consegue sequer chegar aos pés de Kennedy. Kennedy, tal como Obama, tinha um grande discurso e poder de oratória mas ao contrario do segundo, o primeiro tinha conteúdo; tinha objectivos: em relação á ida á lua, guerra fria, politica económica etc., estando todos estes objectivos presentes nos seus discursos. Já os discursos de Obama limitam-se a uma repetição incessante das palavras, “hope”, “change” e o já famoso “Yes we can!”. Pois bem o que eu pergunto é: Hope for what? Change what and how? We can do what? Ninguém sabe responder a esta pergunta, porque o senhor Obama, esperto como é, nunca aborda estes temas. Mantêm-se sempre dentro do prudente policamente-correcto, não vá chatear alguém, ou incomodar algum interesse.
A única coisa que sabemos de Obama é que: quer aumentar o peso do estado na economia, e alargar a segurança social, e deseja fugir o mais depressa possível do Iraque para depois, vejam lá a prudência e o pacifismo deste candidato, ir bombardear o norte do Paquistão, (um país com um arsenal nuclear) onde alegadamente estão acampamentos da Al-Quaeda.
Visto isto quais as razões para votar no, citando Pacheco Pereira, “candidato de plástico”? Pela sua cor, e o corte com o passado que esta traz? Pela ausência total e absoluta de objectivos (exceptuando o abandono do Iraque, e o sempre simpático bombardeamento do Paquistão)? Pela a experiencia executiva que não tem? Só se for mesmo porque a Oprah o apoia…
