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sábado, 4 de abril de 2009

Autarquia Nacional

Segundo o semanário Sol, Lopes da Mota (o patusco que alegadamente avisou Fátima Felgueiras e é agora presidente da Eurojust), andou a pressionar os dois magistrados encarregues do caso freeport, ameaçando-os de represálias caso estes não arquivassem o processo. Também diz que Lopes da Mota, agiu ás ordens do ministro da justiça que por sua vez agiu ás ordens do Sr. Pinto de Sousa. Isto somado ao caso Independente, ás assinaturas de projectos, a todas as outras pequenas chico-espertices que envolvem a vida de Sócrates, e por fim ao vídeo em que o nosso primeiro é acusado de ser corrupto e estúpido, levaria a concluir que a popularidade de Sócrates estava nas ruas da amargura (dado a facilidade com que o povo português faz julgamentos). No entanto não está, muito pelo contrário!! Será porque a malta acredita na inocência e seriedade do nosso primeiro? Não! Simplesmente, não leva isso a mal. Basicamente temos aqui um gigante "Sindrome de Felgueiras/Marco de Canaveses": "Rouba mas tem obra", diz a malta. Paciência, cada povo tem o governo que merece...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dining with Salazar



Já experimentaram, num jantar com amigos, dizer a meio de uma conversa, a palavra Salazar? O ambiente poderia ter sido até aí o mais amigável possível, no entanto a partir do momento em que a fatídica palavra fosse pronunciada, uma brecha como que se abriria no meio da mesa e os dois lados lançar-se-iam numa discussão ferocíssima. Rapidamente o tom de voz sobe e torna-se mais agressivo. No entanto apesar da vivacidade da discussão os argumentos (de ambos os lados) são geralmente pobres, e focando-se sempre no pormenor e nunca no big picture: não passam do já nosso conhecido "havia respeitinho" e do ainda mais palerma "o salazar descriminava as mulheres". Tratando-se o uso destes argumentos de uma obvia patetice, cumpre saber porque é que estas pessoas os usam? Serão burras, pergunta o leitor? Não, muito pelo contrario. Até pode ser um grupo de pessoas com uma formação cultural e intelectual superior á media. Será que este grupo de pessoas viveu aínda no estado novo, perdendo assim a sua objectividade quanto á avaliação deste regime (por terem sido beneficiadas ou perseguidas por ele)? Também não. Todas elas nasceram no pos-25 de abril. Então porque será? Esta falta de racionalidade, na minha opinião deve-se , á falta de objectividade com que os portugueses, vêm a politica e os lideres políticos: vêm-os de uma forma emocional, (não racional). Avaliam os seus lideres por percepções imediatas, indo depois alinhar todos os restantes argumentos de acordo com essa precepção. Daí a discussão durante o jantar, não saír de promenores insignificantes, e da berraria total.
Deve-se tambem, a esta caracteristica muito portuguesa, a falta de ideias no debate politico português nacional: até aqui o debate é feito de trivialidades! A grande batalha politica é sempre pela melhor imagem. Quem demonstra ser o mais moderno, energetico e simpatico ou o mais responsavel , ordeiro e cinzento, isto conforme os gostos, ganha.
É por isto que nunca nenhum escândalo politico (excepto o da casa pia, e por razões óbvias), machucou irremediavelmente algum dos membros, da nossa brilhante classe dirigente: Porque a partir do momento em que estes acontecem, e mesmo antes de acontecerem, as posições já estão definidas e decididas. Tomemos como exemplo o caso freeport as pessoas que que apoiaram e acima de tudo acreditarem em Socrates dizem, que o escândalo (seja ele qual for) trata-se de uma campanha contra o seu querido lider; no caso de serem um pouco mais cinicos encolhem os ombros e dizem: "todos o fazem, ao menos este é competente". Os que não o apoiaram, e que sempre detestaram a personagem em questão, esfregam as mãos de contentes e dizem: "Eu bem sabia que o tipo era um gatuno!! Mata!! Mata!! Esfola!! Esfola!! No final o quadro politico acaba por se assemelhar em quase tudo, ao quadro politico inicial.
É por isto que Sócrates nunca será afectado pelo caso freeport. E é por isto que ele irá ganhar as eleições, e muito provavelmente com maioria absoluta!

P.S.: Qualquer semelhança deste "jantar" com outro qualquer jantar é pura coincidência.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pinto de Sousa na ribalta

Com tantas notícias sobre o Sr Pinto de Sousa não poderia deixar de vos relembrar do famoso caso da formação académica do dito cujo.
Antes

Depois

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Também vai fazer beicinho, senhor Primeiro Ministro?


"Os senhores não suportam o sucesso do país, os senhores estão contra o sucesso do país (...) Têm apenas ciúmes e inveja."


Já vi este tipo de argumentação ser utilizada por crianças na escola. Até por namorados despeitados. Agora, por um Primeiro Ministro, a dirigir-se aos deputados da oposição???? Não me parece bem!!!!!

terça-feira, 11 de março de 2008

O Filho prodigo vai voltar ás origens...


Esta foto foi hoje capa do DN. Nela aparece a mulher de António Costa no meio da manifestação dos professores. Esta imagem é mais do que parece; é uma metáfora: representa o grande descontentamento, que grassa dentro do PS, do PS profundo, do PS histórico. Este PS já não se revê em Sócrates, e sente-se cada vez mais desconfortável com a estratégia “socrática” de fazer “reformas”: uma mistura de “caça ás bruxas”, com incitamento ao linchamento popular de determinados sectores da sociedade, de forma a virar a opinião publica contra estes. Note-se que a sua revolta , só se manifesta quando o seu sector da sociedade é alvo da “fúria inquisidora/revolucionaria anti-priveligiados” de Sócrates. No caso de outros serem os alvos, geralmente limitam-se a afirmar com grande autoridade moral que as reformas são necessárias

Nesta situação o BE, esfrega as mãos de contente, pois este eleitorado faz parte da ala esquerda do PS, contando mais rapidamente em si do que no PSD. Contudo Sócrates e sabe que uma maioria relativa será uma golpe mortal para o seu percurso politico. Logo assistiremos em breve a uma viragem á esquerda do “Eng.” Sócrates, bem como ao regresso ao dialogo. Será algo cómico: O “Anti-Guterres” vai-se “Guterrisar” .