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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Vitoria Socialista



Aquele que já foi chamado,por um dos pais da pátria, de "Futuro do Socialismo" deu mais um grande salto em frente: ganhou o referendo (embora haja indícios de fraude), acabando assim com a limitação ao numero de mandatos a que pode concorrer. Á primeira vista o cómico de serviço da politica internacional, está no auge do seu poder. Contudo, isto não é verdade; por todo o lado o mundo parece cercar e pressionar Chavez: a sua aliada Bolivia parece sempre estar a um passo da guerra civil, a sua inimiga e vizinha Colômbia contra todas as expectativas parece estar, sob a liderança de Uribe a solidificar o estado de direito, e a erradicar as FARC. Para mais a economia venezuelana (outro-hora prospera) definha sob o peso de milhares de medidas anti-burguesas ou pro-revolucionarias... Como se isto não fosse suficiente mau, o elevado preço do petroleo , cujos os lucros permitiram a Chavez não só comprar uma serie de brinquedos á Rússia, assim como manter as classes baixas do seu lado, (através dum extenso programa social e de obras publicas), desceu para quase 1/3. Por isto tudo Chavez está com medo. Está com medo de perder o seu apoio externo (Morales e Ortega), bem como interno (as classes baixas e o exército). Por isso vendo-se cercado , (e já sem o diabo Bush para poder acusar de todos os males da humanidade), resolve lançar-se numa fuga para a frente, abrindo o caminho para uma ditadura vitalícia, aprovada de tantos em tantos anos, por eleições forjadas. Recusando-se assim a ser derrubado democraticamente, o futuro de Chavez será o de todos os tiranetes (nem categoria têm para ser chamados de tiranos) que povoam a historia da América do Sul: ser derrubado por outro qualquer ditadorzinho de segunda não muito diferente deles.

terça-feira, 4 de março de 2008

Fuga para a frente!

Feitas as devidas apresentações, vamos ao que realmente interessa, ou seja, o debate de ideias e pensamentos.
Certamente que todos estão a par do conflito que se gerou na América do Sul, entre Colômbia, Equador e Venezuela. Por incrível que pareça, o Equador – que viu o seu Estado invadido, ainda que numa pequena porção de terreno – parece ser o País mais calmo e que, ao que parece, encara os acontecimentos com alguma naturalidade.
Se não se tratasse de Hugo Chávez, podíamos ser levados a julgar que o conflito se deve ao raide aéreo Colombiano, no Equador. Contudo, é importante não esquecer, em Novembro, o Presidente Colombiano e o Presidente Venezuelano entraram em rota de colisão. Tudo porque Uribe recusou a mediação de Chávez nas conversações com as FARC. Acredito que foi este o momento que despoletou toda esta novela Latina. Chávez gosta de ser o centro das atenções (veja-se a ideia de alterar o horário na Venezuela) e foi exactamente isso que procurou com a proposta de mediação. O problema do Presidente da Venezuela foi não saber que Uribe já “não vai na cantiga”. E ao não aceitar a ajuda – que de boa vontade tem pouco – demonstrou as fragilidades de Chávez. O General – que ambiciona liderar um Movimento Socialista na América do Sul, senão me engano “O Novo Socialismo” – ao ver a recusa do Presidente Colombiano sentiu o tapete a fugir e, pior, não tinha um pretexto válido para ir ao “Alô Presidente” atacar Uribe. Agora, já o tem – e assim o fez!
Daí afirmar que o conflito – pelo menos, na cabeça de Chávez – teve início em Novembro e não agora com a entrada Colombiana no Equador. Vejo este facto como um pretexto, se quiserem, uma oportunidade para o Presidente da Venezuela ter algum mediatismo.
É unânime que as forças Colombianos entraram no Equador e não na Venezuela. Pois bem, então que razões terá Hugo Chávez para tanta excitação? O que verdadeiramente o move? Que vantagem pode alcançar em ameaçar a Colômbia?
A meu ver, Chávez quer importar o problema com um único objectivo – benefícios políticos. Isso está bem patente na forma como anunciou o envio de 10 batalhões de tanques para a fronteira – que por acaso até é selva densa – ou ainda, como expulsou o corpo Diplomático Colombiano da Venezuela. Deste conflito, entre Colômbia e Equador, Chávez quer retirar o máximo aproveitamento político. Isto porque sabe que está a perder o apoio popular. No dia 2 de Dezembro, o Presidente Venezuelano sofreu a primeira derrota, ao ver a proposta de Revisão Constitucional chumbada. Actualmente, os níveis de popularidade do General desceram de 62% para 44%. Chávez não é parvo e sabe que ao aproveitar o conflito, fazendo uso de um Nacionalismo exacerbado, aumenta os seus (dele) níveis de popularidade. No fundo, tudo não passa de uma fuga para a frente…