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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O Novo Século

Em 1978 desapareceu um jornal mítico do panorama da imprensa portuguesa. O Século havia sido fundado em 1880. Vivera o ultimato inglês, o regicídio, as duas guerras mundiais, o Estado Novo e a guerra fria. Foi nacionalizado a seguir ao 25 de Abril e morreu - sem fazer um século. O óbito é directamente relacionado com a revolução e declarado por Maria José Matos Morgado, na altura chefe de gabinete no ministério das finanças e hoje com idênticas funções no gabinete de Maria de Lurdes Rodrigues. Foi portanto o estado que mandou fechar O Século (Ainda se voltou a publicar em 1986 para fechar em definitivo em 1993).
Com a revolução no entanto não morreu só O Século. Morreu também uma direita empoeirada e totalitária, para dar espaço a uma nova direita. Uma direita que nunca vingou em Portugal, o que poderá atribuído a vários factores. Será da Constituição socialista que nos governa? Dos medos que o Estado Novo deixou? Dum discurso desactualizado? Será um diagnóstico difícil, mas aqui afirmamos: a nova direita está aqui. Entre Conservadores e Liberais, Republicanos e Monárquicos encontraremos o denominador comum para a discutir o futuro. O socialismo é o inimigo declarado.
Do século XX, retemos as guerras e os totalitarismos.
O Novo Século será diferente e começa hoje.