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domingo, 14 de junho de 2009

A man for all seasons




Não é novidade para ninguém que sou "Portista" por convicção e com paixão. Às vezes até posso ter algumas dúvidas relativamente às opções ou caminhos, posso pôr em causa algumas escolhas ou questionar o método, mas a verdade é que impossível não reconhecer a Paulo Portas a inteligência, a argúcia, a capacidade (ou instinto) política e a entrega à "causa" que é fazer crescer (e renovar) o CDS. Paulo Portas reinventa-se, permanecendo fiel à matriz essencial, e por isso é o líder que acompanha os tempos e que será capaz de voltar a surpreender, nas legislativas, quem vaticina a morte do CDS.

Feita a declaração de interesses, sendo fã assumida e já “vacinada” com as performances do líder (porque já estamos habituados à excelência) não é possível deixar de fazer referência à entrevista desta semana na Única. Não é o lado humano do político, não é, tão pouco, por ser num registo “quase intimista” mas não invasivo a que estamos pouco habituados na política à portuguesa. O que realmente nos interpela é a forma genuína e convicta com que Portas vai respondendo às perguntas, mais pessoais ou mais políticas, sem se pretender esconder e sem usar rodeios. Apenas se esquiva a responder quando lhe perguntam se é um homem bonito! De tudo o resto, fala com a naturalidade das pessoas normais, que sabem do que gostam, o que querem e vivem bem com as suas escolhas. Não há nesta entrevista qualquer traço de arrogância intelectual, de intolerância ou qualquer apelo ao sentimentalismo bacoco das entrevistas género “a vida privada de…”. E depois há a questão da honestidade, que faz tanta falta na política. Portas não vai atrás do politicamente correcto e, por isso mesmo, não deixa de dar conta da sua ambição – voltar ao governo e, até, liderá-lo - e de mostrar o motivo pelo qual a tem: não só é capaz, como já deu provas. Mais linear que isto seria impossível. Sem retóricas ou palavras caras, que animam uma certa esquerda caviar. Com Paulo Portas tudo adquire uma simplicidade absoluta (própria da verdade), como deve ser, em política.

Mas mais do que elogiar a entrevista, convém é que a leiam. Vale a pena!




Também publicado aqui.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Um filme muito gasto



EXCELENTE!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sobre as directas...

A propósito das directas volto a publicar um texto que já tinha publicado à seis meses:

Venho hoje falar-vos (se é que alguém está disposto a ouvir-me) das directas e dos efeitos que estas tiveram nos partidos da direita portuguesa. Foram aclamadas como o maior avanço da democracia desde tempos imemoriais: acabaria com os “baronatos” dentro dos partidos e daria a possibilidade aos militantes base de escolher o seu líder. Com isto acabaram os congressos como nós os conhecíamos: os congressos em que a disputa da liderança possibilitava a um feroz debate de ideias; os congressos em que um militante base podia intervir, da mesma maneira que intervinham os candidatos á liderança, gerando um empowerment que conferia estrutura e musculo ao partido. Depois das directas, o congresso, passou a tratar-se duma mera formalidade, em que nenhuma ideia surge: uma aclamação do líder, no qual muito pouca gente se afasta da corrente do "Uni-Pensamento".

Desta maneira os partidos ficam mutilados á partida; sem o debate interno que possibilitava a definição do caminho que o partido e o líder deveriam traçar, toda a organização vira-se para o segundo á espera que ele defina toda uma doutrina, ideologia e programa politico. Ora como os líderes partidários não podem fazer consigo mesmo o debate necessário, sob a pena de se tornarem esquizofrénicos, restam-lhes muito poucos caminhos: primeiro renovam ambos a imagem e os símbolos do partido, enquanto vão clamando que a nova imagem representa um partido novo, que esse sim vai ganhar as eleições. A partir daqui há duas opções: no caso do glorioso PPD\PSD, transforma-se o partido numa espécie de Circo Cardinal, e faz-se uma “tour” da carne assado pelo país até 2009; neste caso a oposição feita ao governo limitam-se a acções de circunstância, dando a parecer que o PSD aspira a ser em tudo igual ao PS, excepto na cor. Já o CDS-PP que galopa entusiasticamente para a glória eterna (ao bom e velho estilo da Light Brigade), utiliza uma estratégia ligeiramente diferente: copia quase toda a performance dum partido estrangeiro que esteja na moda (geralmente os Tories), sem se preocuparem se esta é aplicável á realidade nacional, nunca aprofundando demasiado as questões, que esta levante. Deve-se dizer, honra seja feita ao CDS e a Paulo Portas, que a oposição feita por este ao engenheiro Sócrates seja bastante mais credível e eficaz que a dos seus compinchas um pouco mais á esquerda. O único problema é que todos os simpatizantes que CDS ganha na assembleia da república, perde-os na capa do Expresso, ou do Público.
(...)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Passo a passo *



"Mais liberdade no espaço público, mais liberdade na actividade económica, mais liberdade na vida privada, mais liberdade no exercício pleno da cidadania".

A frase é de Pedro Passos Coelho na apresentação da "Carta de Valores" da sua candidatura e podia ser, perfeitamente, subscrita por mim. Fosse eu militante do PSD e não tinha dúvidas em apoiar PPC em detrimento dos outros dois candidatos que, cada um à sua maneira, representam o passado e ideias gastas e estafadas. Passos Coelho, parece-me, poder vir a ser a alternativa mais séria e credível ao domínio socrático, e uma alternativa que põe a tónica na liberdade, valor que não me podia ser mais caro. PPC apresenta-se como um "liberal solidário" e como alguém que quer assumir uma mudança e um corte com o passado do PSD. Só por isso já me parece bem!

Eventualmente o que mais me aproxima de PPC é, mesmo, uma questão geracional. Cada vez mais acho que é preciso renovar a política e fazê-lo por via de uma mudança geracional de quem nos "governa". Porque, na análise que faço do que rodeia, a mudança geracional está intimamente ligada a uma mudança de paradigma e a uma nova visão do mundo. Quem tem 26 anos, hoje, não consegue perceber uma suposta futura candidata a Primeira Ministra que tem quase 70 anos (!). Muito menos entende que "mudança" podem trazer um ex Primeiro Ministro e uma ex Ministra que já tiveram as suas oportunidades (várias) e pouco ou nada mudaram... (e neste capítulo, apesar de tudo, ainda me merece mais simpatia Pedro Santana Lopes que Manuela Ferreira Leite, já que aquele sempre foi um agitador e quando teve a oportunidade ainda tentou agitar este pântano de águas paradas, mas não teve as condições necessárias para o fazer!).

Assim sendo, e porque é cada vez mais evidente que Portugal precisa de um "valente" abanão e que o sistema de partidos, tal como o conhecemos, tem urgente necessidade de ser redefinido e recentrado (não ler aqui qualquer simpatia por ideias de blocos centrais e afins), parece-me que PPC pode ter um papel a desempenhar neste jogo de tabuleiros, abrindo caminho a um reposicionamento do PSD que obrigará, também, a uma clarificação do CDS quanto ao espaço ideológico em que se quer mexer.

Esta redefinição, que considero fundamental, está, porém refém dos velhos do Restelo e de todos aqueles que com a tradicional atitude lusitana criticam o que "está" mas temem a mudança. É preciso, pois, que este país perceba a flagrante necessidade que tem de quebrar com as absurdas amarras que ainda o ligam a um passado (tão herdeiro de Salazar como da Abrilada) que convive mal com a liberdade, com a autonomia, com a criação de riqueza, com o investimento, com a mobilidade, com a flexibilidade, com a escolha, com a iniciativa privada, com a propriedade, com o progresso e com a modernidade! Sem criarmos um Portugal amigo dos Portugueses, respeitador da Liberdade, dinâmico, flexível e moderno, estamos condenados a continuar como estamos, no eterno «vai-se andando» que nos conduz a lado nenhum!

Como também diz PPC «há momentos em que é preciso assumir a coragem de mudar», e eu concordo. Esperemos que esta não seja apenas mais uma frase panfletária de campanha e que signifique, realmente, que alguma coisa pode mudar, sem que tudo continue na mesma!



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* Texto também publicado aqui.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Fim de linha




Caro MSN, para quem parece conhecer-me tão bem (embora eu a si não o conheça) comete um erro imperdoável na avaliação que faz da minha personalidade quando diz «Imagino que a emoção de participar na Assembleia Distrital possa ser impeditiva de perceber muito do que lá se passou.» É que não era emoção... era SONO! A emoção guardo-a para coisas bem mais interessantes e prosaicas ... mas para saber isso deveria conhecer-me um bocadinho melhor. Talvez aí percebesse que uns Manolo Blanik* teriam um efeito muito mais desvastador no meu "equilíbrio emocional"! Quanto ao George não se preocupe que ele também não!




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E assim quebro a promeça de não falar de sapatos neste Blog...

Resposta 2

À Gi, que também eu conheço e muito respeito e considero, e a quem agradeço o texto que me dirige lamentando, porém, que diga que eu desprezo e desconsidero militantes. Não foi isso que eu disse ou, pelo menos o que quis dizer (admitindo porém que me tenha faltado a qualidade da prosa para me fazer entender).
Pois bem, quero esclarecer que eu não desconsidero nenhum militante! Antes pelo contrário, acredito que estes são a peça fundamental de qualquer partido! Mas reconheço que não há militantes melhores e outros piores. Os 100 novos militantes trazidos pelo AR são exactamente iguais aos 90 novos militantes feitos pelas concelhias do distrito de Lisboa que também não poderão votar e ao senhor ou senhora anónimo que hoje, depois de ver o debate quinzenal na AR, se dirigiu ao Caldas para se filiar, simplesmente porque acredita! São estas regras do jogo que todos aceitámos jogar no momento em que preenchemos aquela ficha azul e amarela!
Quanto a todos os eventos que a Gi refere dizendo que eu não estava lá, pois é verdade, não estava mesmo! Não acompanhei a formação e o evoluir deste movimento a não ser pelos jornais e só ontem ouvi alguém do movimento. E o que disse foi para se referir, exclusivamente, ao voto dos 100 novos militantes. Não falou de Lisboa, da implantação, das autárquicas, de um qualquer projecto diferente. Pediu apenas para 100 pessoas votarem e afirmou que ainda havia mais militantes a entrar esta semana.
Minha cara Gi, militantes fazem-se todos os dias, por todos os motivos, com ou sem movimentos, com ou sem reuniões, com ou sem jantares! E há um dia em que os cadernos eleitorais têm que fechar! É injusto? Pois é, mas nós advogados bem sabemos que qualquer prazo é injusto porque cria uma barreira fictícia!
Tenho pena que neste momento eu e a Gi estejamos em "lados diferentes", pelo menos em troca de galhardetes blogosféricos, embora saiba que alguém como a Gi só poderia vir para o CDS por bem, porque ela é uma pessoa de bem. Por isso sei que não será o facto da Gi não poder votar nestas eleições de dia 8 que a vai desmotivar ou fazer desistir de dar o seu melhor contributo ao CDS. E por saber isto tudo, sei também que um dia próximo estaremos do mesmo lado, a erguer bem alto a bandeira do CDS e a lutar pelos nossos candidatos contra este Governo e contra a esquerda.

Em jeito de resposta

Caro MSN

1) A Beatriz não apoiou qualquer atropelo estatutário e o processo que conduziu à eleição do Dr. Paulo Portas foi, à época, julgado como estatutariamente adequado e possível pelo Conselho Nacional de Jurisdição. E não é que isto releve, porque acredito que quem aplica os estatutos o faz por análise jurídica séria e independente, mas relembro que este órgão tinha sido eleito em lista afecta ao Dr. Ribeiro e Castro por oposição a uma lista, à época, encabeçada pelo Dr. João Rebelo.

2) Não me parece, de todo, má fé optar por antecipar as eleições em um mês ao invés de as protelar 4 meses, numa época em que, como sabemos, o calendário eleitoral é muito apertado e é fundamental que as distritais e concelhias se preparem para os actos eleitorais que aí vêm. Foi esta a explicação que foi dada em Assembleia Distrital e eu tomo-a por boa.

3) Eu não acho, meu caro MSN, mas ouvi ontem que a forma de dar as boas vindas aos novos militantes era deixá-los votar e que seria muito difícil de lhes explicar porque não o poderiam fazer. Confesso que eu já me filiei no CDS há uns anos, mas não me lembro de na altura estar muito interessada em votar. Queria aprender, participar, intervir, e votar não era, de todo, a minha prioridade. Estes 100 novos militantes terão todo o tempo de votar para as suas concelhias, distritais e até no líder, em eleições directas.


4) Como disse, e mesmo podendo desmascarar o facto de já ter alguns anos, eu filiei-me no CDS com 18 anos, há 8 anos. Nessa altura era Presidente o Dr. Paulo Portas. Sempre ajudei o partido no que me foi pedido. Sempre dei o que de melhor tinha pelas causas em que acreditava. Há 8 anos. Não me iria, naturalmente, desfiliar só porque a liderança tinha mudado. Fiquei e continuei a defender o projecto em que acredito, sempre de forma clara, aberta e frontal. Nunca escondi que votei no Dr. Telmo Correia no Congresso de Lisboa, que fiz parte do projecto Fazer Futuro que foi ao Congresso da Batalha e, naturalmente, estive ao lado do Dr. Paulo Portas desde o 1.º dia em que ele manifestou ao país a sua vontade de regressar à liderança do CDS. Podem dizer que sou um nadinha obstinada e demasiado “fiel” ao Dr. Paulo Portas. É verdade! E já agora, e para que conste, gosto bastante mais dele do que do George Clooney!

5) A Beatriz não gosta, de facto de transferências. Podia tê-las usado, mas nunca usei. A Beatriz também não gosta de golpadas. Também as podia ter feito e não quis. Por isso sei o que é ganhar eleições, mas também sei o que é perder. Já estive num lado e no outro! Podia ter ganho eleições na secretaria com esquemas processuais ou outros. Mas preferi sempre o jogo claro. Por isso já ganhei e já perdi. É naturalíssimo!

6) No CDS as sondagens nunca são de fiar. Sabemos que muitas vezes somos mais penalizados por elas que pelo voto efectivo. Por isso não serão as sondagens que me vão fazer dispersar ou desmoralizar! Acredito no CDS e acredito no líder do nosso partido. Acredito que ele ainda tem muito a dar a Portugal e que pode fazer um incrível trabalho em muitas áreas. A verdade é que nos últimos tempos o CDS tem marcado pontos em diversos assuntos: Fiscalidade, Educação, Segurança, Saúde, Economia, e são apenas exemplos!

7) Agradeço-lhe a correcção! Felizmente ainda não existe um acordo ortográfico português/espanhol exclusivo da Beatriz!

8) A Moção Fazer Futuro sempre se assumiu como um projecto geracional. Não é da JP mas essa geração estava na JP e representa o que é, e sempre foi, o espírito da JP: Autonomia, Liberdade, Irreverência, Dinamismo, Coragem e Frontalidade! Esse é o nosso espírito e a JP não se deixa, nem deixou nunca, instrumentalizar, por mais respeito e consideração que nos mereçam os dirigentes do partido.

9) Quanto ao tema das transferências assumo o meu perfeito espanto face ao seu comentário e ao pedido de prova da afirmação que faço, na medida em que foi ontem dito, por um representante do AR, durante uma Assembleia Distrital, que existiam 30 transferências. Assumi a informação por verdadeira. Terei feito mal?

O nosso CDS

Juro que há notícias que me irritam, bem como atitudes, comentários e discursos. Estes são dois exemplos: (i) eleições na Distrital do Porto do CDS, e (ii) marcação de eleições para a Distrital de Lisboa de irritações sobre as quais não posso deixar de falar!

Indo ao primeiro tema, as já célebres eleições para a CPD Porto, comparadas ao regime cubano (?) por algum iluminado, parece-me que pelos seus resultados esclareceram qualquer dúvida sobre irregularidades no processo… afinal quase 1000 votos contra 70 (números redondos) não me parece que se consigam com manigâncias de secretaria geral, por muito boa e eficaz que esta seja! Assim sendo, o candidato que teve 70 votos deveria, ao invés de atacar o “sistema”, essa entidade mítica (ou seria melhor chamar-lhe mito urbano), fazer o seu trabalho de casa se tem qualquer tipo de pretensão de disputar o que quer que seja! De outra maneira bem pode bramar aos céus contra o “sistema”, contra os “Portistas” (“pórtistas” de Portas, não confundir com portistas de FCP), contra a anterior e actual distrital e contra a Secretaria-Geral que mais não consegue do que passar por tonto e ressabiado, e convenhamos que nenhuma das coisa é, assim muito “bonita”!

Quanto à distrital de Lisboa, e porque também por cá teremos eleições (marcadas ontem para 8 de Maio), muito tinha sido comentado na imprensa o Movimento Alternativa e Responsabilidade (AR) que iria disputar a eleição a António Carlos Monteiro, actual Presidente da CPD e candidato novamente em Maio. Pois bem, parece que os senhores afinal já não avançam, vejam só, porque as eleições foram antecipadas um mês (meu Deus que nem estou em mim perante esta antecipação imensa da data do acto eleitoral!) e como tal os “seus” novos militantes não estão autorizados a votar! Pois é… TEMOS PENA!!!! Mais uma vez falam do “sistema” e de “manobras para evitar a renovação”. Convém, no entanto, explicar a estes senhores algumas coisas, e como eu sou muito da à pedagogia, até lhes posso fazer esse favor:

1) O CDS tem regras que têm que ser respeitadas por todos, quer antigos quer novos militantes. Uma dessas regras é a de que só podem votar pessoas filiadas há mais de 3 meses. Pretende esta regra evitar, exactamente, o que o movimento AR pretendia fazer: filiar pessoas especificamente para votar. Note-se, além do mais, que estas regras não são de agora, aprovadas de propósito para impedir que os 100 novos militantes AR votem. São já antigas e eram perfeitamente conhecidas. Talvez o movimento devesse ter começado a trabalhar mais cedo… fica a sugestão, e de borla!

2) Ninguém se deve filiar num partido única e exclusivamente para votar numas eleições. O acto de filiação parte de uma convicção e de uma vontade de contribuir para um projecto comum. Qualquer militante a sério não deserta nem desaparece só porque, de acordo com as regras da casa, não pode votar em determinada eleição. Além do mais, quem acredita no CDS, como eu acredito, filia-se no Partido e não num qualquer movimento de alternativa ou de renovação!

3) Considero, além do mais, fabuloso que o senhor responsável pelo movimento diga, e cito «Há muito tempo que não entravam para o partido mais de uma centena de militantes num mês». Devia talvez fazer as contas e saber um bocadinho mais de qual tem sido o trabalho das concelhias e ver, por exemplo, o número de pessoas que se filiou na sequência do regresso, (en ora buena), de Paulo Portas à direcção do CDS. E já nem vou chamar a atenção para o facto de 30% desses militantes de que o senhor tanto fala serem transferências para o distrito de Lisboa e o que esse processo significa em termos práticos (falava de manobras o Senhor, não era?!

4) Por fim, quer-me parecer que se os propósitos do movimento eram apresentar uma alternativa e assumir uma responsabilidade, ficava-lhes bem aproveitar o período eleitoral que se avizinha para se assumirem como tal e dar conta das suas ideias e projectos e discuti-los de forma frontal e construtiva, isto porque às vezes não nos candidatamos para ganhar mas apenas para abrir espaço ao diálogo e à construção de alguma coisa melhor (pensem, por exemplo, no caso da Moção Fazer Futuro da JP, em 2006). Mas lá está… eu penso assim porque gosto mais do CDS do que de qualquer lugar nos seus órgãos mas, pelos vistos, nem todos são assim!