E que sei eu? O seguinte: é verdade que a dada altura e por ordem do palhaço, a PSP foi substituída por patrulhas conjuntas dos três movimentos. Só estando lá se pode saber o que isso significou e as consequências que teve, nomeadamente em Luanda. Na minha família houve quem o sentisse na pele;
É verdade que o verme favoreceu o MPLA tanto quanto pôde e a desgraça que se seguiu tem a mão dele e do PCP;
É verdade que na casa onde eu morava com os meus pais e irmãos, numa quase aldeia perto da Gabela, 400 km a sul de Luanda, entraram três soldados (um do MPLA, outro da FNLA e outro da UNITA) fortemente armados (incluindo um RPG, desse lembro-me que me assustou) cujo papel era desarmar os brancos. Para quê e por ordem de quem? Do filho da puta. Não levaram duas caçadeiras do meu pai que estavam no armário do meu quarto, porque, por sorte, foi o soldado da UNITA que lá entrou e eu tinha um poster com a bandeira desse movimento por ali. Tanto quanto me lembro, no caso e na zona as coisas correram bem, não houve problemas, noutros sítios não foi assim. Há quem possa testemunhar e talvez o Ferreira Fernandes possa fazê-lo.
De comunistas arrependidos, meu caro, quero distância. Alguns até dão em neo-cons e outros em social-democratas, vê lá.
Hélder, n'O Insurgente
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
quinta-feira, 27 de março de 2008
O gene canhoto
«Se aceitarmos que para manter um casamento, basta a vontade de um, estamos a violar o mais elementar dos direitos humanos, a liberdade individual de cada um e de cada uma, consagrada na Constituição da República».
Helena Pinto, sobre a alteração da lei do divórcio
A título de exemplo, e porque a mim o liberalismo não é um gene canhoto, eu sugeria mais duas formulações para esta afirmação, com a qual, em tese, até posso concordar (e voltarei a isso mais tarde):
Se aceitarmos que para manter um contrato de trabalho, basta a vontade de um, estamos a violar o mais elementar dos direitos humanos, a liberdade individual de cada um e de cada uma, consagrada na Constituição da República.
Se aceitarmos que para manter um arrendamento, basta a vontade de um, estamos a violar o mais elementar dos direitos humanos, a liberdade individual de cada um e de cada uma, consagrada na Constituição da República.
Porque se, afinal, do que falamos é de liberdade contratual esta, quando nasce, é para todos!
Helena Pinto, sobre a alteração da lei do divórcio
A título de exemplo, e porque a mim o liberalismo não é um gene canhoto, eu sugeria mais duas formulações para esta afirmação, com a qual, em tese, até posso concordar (e voltarei a isso mais tarde):
Se aceitarmos que para manter um contrato de trabalho, basta a vontade de um, estamos a violar o mais elementar dos direitos humanos, a liberdade individual de cada um e de cada uma, consagrada na Constituição da República.
Se aceitarmos que para manter um arrendamento, basta a vontade de um, estamos a violar o mais elementar dos direitos humanos, a liberdade individual de cada um e de cada uma, consagrada na Constituição da República.
Porque se, afinal, do que falamos é de liberdade contratual esta, quando nasce, é para todos!
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