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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Vitoria Socialista (2)


*

Numa recente votação feita pelos leitores diario economico, 95% era a favor da limitação dos ordenados dos gestores por parte do estado. Tendo em conta que os leitores do DE(pelo menos teoricamente) são pessoas com uma cultura e formação acima da média, questiono-me sobre o que o resto da malta gostaria que o estado controlasse: os ordenados, a produção industrial, a temperatura da comida, a quantidade de papel higienico que se pode utilizar?
Isto reforça a minha teoria de que os portugueses não gostam nada de liberdade, principalmente de liberdade economica (a riqueza é quase considerada um pecado). Gostam é de regrazinhas, leis, regulamentações, tudo bem controladinho, para não haver poucas vergonhas... E se tudo isto tiver a ser comandado pela vontade suprema, de um qualquer, pai severo ainda melhor.

*Tirado do thepeoplescube

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Até para tirar daqui a referência ao cadafalso (onde pereceram, p.ex., S.A.R. D. Luís XVI e a Rainha Maria Antonieta, vítimas da revolução jacobina - perdão, francesa) deixem-me escrever uma curta referência à Convenção do Bloco de Esquerda.
Não é preciso adivinhar que muito do que por lá se diz será, por mim, qualificado de disparate. É natural que não concorde com o BE da mesma maneira que espero que um bom militante do BE se ria do que eu escrevo. Mas há frases que não devem cair no esquecimento. Cá vai esta, sobre «Uma das propostas [que] foi a proibição dos despedimentos nas empresas que apresentam resultados.»
Esta proposta pode parecer um desaforo ou pode parecer sensata, depende de que "lado" se está no pensamento económico.
(Uma breve nota, fundamental: as políticas económicas não podem ser avaliadas quanto à sua intenção mas sim quanto ao seu resultado. Por isso a economia tem mais que ver, na minha humilde opinião, com sociologia que com matemática)
É preciso portanto ver quais as consequências duma lei como a que o BE propõe (vamos saltar a parte que me parece fundamental mas para muita gente é acessória, da liberdade contratual e da liberdade de fazer com o meu dinheiro o que bem quiser).
A proposta do BE teria como provável consequência um aumento porreiro do desemprego e consequente pobreza. Porque o que faz a economia andar são os ganhos de produtividade e a ganância por mais lucro. O facto da empresa A conseguir produzir o mesmo produto que a empresa B gastando menos recursos leva a que o produto possa ser vendido mais barato. A empresa B ou também gasta menos recursos, ou muda de produto, ou deixa de trabalhar.
Um recurso na produção é com certeza a mão-de-obra. E foi a poupança em mão-de-obra que permitiu que hoje tenhamos roupa, electrónica e carros (para dar três exemplos) baratos e acessíveis a muita gente. A malta que comprou carros há cem anos atrás por uma fortuna deu lucros à malta que produzia carros, o que incentivou a produção de mais carros e financiou as descobertas que permitiram que os carros hoje sejam mais baratos de produzir e consequentemente estejam acessíveis à maior parte da população. Antigamente produzir tecido à mão, em enormes fiações, era caríssimo e só os ricos tinham acesso a roupa de qualidade. Hoje, graças a esses ricos que gastaram fortunas na compra de roupa, máquinas produzem roupa por tuta-e-meia.
Nesse processo perderam-se inúmeros empregos, certo? Nem por isso: se é verdade que na Europa particamente ninguém mais trabalha em fiações, também é verdade que os recursos que se pouparam na produção de roupa hoje são empregues em milhares de outras indústrias e serviços e - como por magia - temos hoje certamente menos desempregados que há cem anos atrás. E acesso a roupa barata.
Essa magia chama-se mercado, é espontâneo, e é, até ver, muito mais eficiente que qualquer esquema de distribuição de riqueza engendrado pelo Homem. Parece cruel, mas quem diz verdade não merece castigo: os despedimentos de não-sei-quantos-milhares de trabalhadores de fiações, minas e fábricas de automóvel de ontem, faz com que hoje os carros e as t-shirts sejam mais baratas. E porquê? Porque os capitalistas mauzões foram gananciosos, quiseram mais lucro, e tomaram as decisões para maximizar o seu lucro: produzir mais eficientemente.
Ora os lucros que o BE abomina têm duas importantes funções: pagar o risco dos acionistas/empreendedores que investem nas empresas e ser reinvestidos na economia. A proibição de despedir quem tem lucros faz com que:
  • Quem tenha lucros não possa ganhar produtividade via mão-de-obra. Isto proíbe máquinas que substituem mão humanas, p.ex.. Se a empresa A abrir no ramo da empresa B, já estabelecida, e usar menos meios humanos na sua produção, a empresa A ou fecha, ou espera ter prejuízos para se remodelar - deve ser muito mais fácil remodelar uma linha de produção com prejuízos acumulados.
  • As empresas tenham - depois dos impostos mais um! - incentivo a não declarar lucro. A fuga ao fisco torna-se mais apetitosa.
  • Haja menos lucro na actividade empresarial.
  • Seja desincentivada a contratação de mais mão-de-obra.
  • Seja desincentivada a aplicação de capital em empresas.
Bom, não foi tão curto como prometi, mas sempre empurra o post do Ávila mais para o fundo :D
Podem-me chamar de fásssista.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

As verdadeiras medidas anti-crise

Nos últimos dois dias, eis que no meio das "tricas" que não interessam nada ao bom povo, sobre TGV, impostos e outros assuntos menores, surgiram 2 notícias extraordinariamente importantes: a primeira capaz de elevar o nosso orgulho colectivo como povo ainda mais alto que o prémio do Cristiano Ronaldo e a segunda digna de mostrar ao mundo o nosso imenso progresso como "sociedade aberta”.

Mundial de Futebol, Portugal-Espanha (ou vice-versa) em 2018

Uniões civis de pessoas do mesmo sexo (aka casamentos gay) a partir de 2009 (ou 10, ou 11, ou 12), ainda que sem o direito à adopção.

Sem discutir a minha maior ou menor simpatia pelos temas (futebol e casamentos gay), de todo que me parece que estas sejam as grande notícias da semana ou que sejam prioridades neste momento. E se a segunda só me irrita por ser “sound byte” fácil, a primeira soma, ainda, a virtualidade de desperdiçar mais uns quantos milhões em estádios e outros equipamentos importantíssimos para o desenvolvimento do país. POUPEM-ME!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ainda o almirante vermelho (assim mesmo, de minúsculas)

E que sei eu? O seguinte: é verdade que a dada altura e por ordem do palhaço, a PSP foi substituída por patrulhas conjuntas dos três movimentos. Só estando lá se pode saber o que isso significou e as consequências que teve, nomeadamente em Luanda. Na minha família houve quem o sentisse na pele;
É verdade que o verme favoreceu o MPLA tanto quanto pôde e a desgraça que se seguiu tem a mão dele e do PCP;
É verdade que na casa onde eu morava com os meus pais e irmãos, numa quase aldeia perto da Gabela, 400 km a sul de Luanda, entraram três soldados (um do MPLA, outro da FNLA e outro da UNITA) fortemente armados (incluindo um RPG, desse lembro-me que me assustou) cujo papel era desarmar os brancos. Para quê e por ordem de quem? Do filho da puta. Não levaram duas caçadeiras do meu pai que estavam no armário do meu quarto, porque, por sorte, foi o soldado da UNITA que lá entrou e eu tinha um poster com a bandeira desse movimento por ali. Tanto quanto me lembro, no caso e na zona as coisas correram bem, não houve problemas, noutros sítios não foi assim. Há quem possa testemunhar e talvez o Ferreira Fernandes possa fazê-lo.
De comunistas arrependidos, meu caro, quero distância. Alguns até dão em neo-cons e outros em social-democratas, vê lá.

Hélder, n'O Insurgente

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sondagens Seculares (3)


E o pior PM da história de Portugal é...... Vasco Gonçalves!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Leitura da Semana



Recomendo 'Proibido', livro que retrata tudo aquilo que o Estado Novo não permitia que se fizesse...e que cada vez mais se assemelha às políticas de Sócrates.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Pulhas (I)


Estava eu a navegar na net e deparo-me com este recorte de jornal... É realmente algo para não esquecer... Nada que não me espante vindo de quem vem!

domingo, 9 de março de 2008

Maior Manifestação de Professores de Sempre



100.000 professores sairam à rua. Mais de dois terços da totalidade de professores do País. Maria de Lourdes Rodrigues levou com um valente chumbo na avaliação.

quinta-feira, 6 de março de 2008

The "Boys" Parade

O PS decidiu ontem realizar um comício de apoio a José Sócrates e ao Governo no Porto, a 15 de Março. Inicialmente, as 7000 pessoas concentrar-se-iam na Praça D. João I, no que parece ser uma tentativa de reacção ao descontentamento geral da população, em especial dos professores. Hoje deslocaram o comício dos boys de Sócrates para o Pavilhão do Académico, para proteger o nosso primeiro de qualquer eventualidade que se pudesse passar na rua.

Todos nós conhecemos a velha expressão "Quem não deve, não teme". Ora esta mudança de planos adapta-a à realidade do nosso Governo: quem deve...teme!! De qualquer modo acho estes "comícios de apoio" absolutamente ridículos, numa tentativa clara de desviar as atenções dos problemas que o nosso País enfrenta e da relutância do Governo PS em alterar políticas condenadas ao desastre.

Não me parece no entanto que 7000 militantes do Partido Socialista consigam sombrear os milhares de professores que se têm vindo a manifestar nas últimas semanas..."diz que" para a manifestação deste fim-de-semana esperam-se cerca de 80 000 docentes!!