segunda-feira, 4 de maio de 2009

A extrema-esquerda em França

Acordo depois de uma noite de "queima" e que descubro eu? Para terror dos meus terrores, descubro que sou o alvo da fúria terrível de Carlos Santos aka "Flagelum Dei", aka "Aquele que se cita incessantemente a si próprio", aka "O homem com mais tempo livre em Portugal".

E que diz esta luz divina que ilumina todo o panorama do obscurantismo nacional? Depois de dizer que eu não leio jornais (pelo menos dos bons) e que eu não sei ler inglês (e português mal), este pequeno génio diz que o novo partido anticapitalista francês recolhe 47% das intenções de votos. Com isto Carlos Santos pretendia refutar a minha afirmação segundo a qual "não haveria países do mundo ocidental em que a extrema esquerda ocupasse uma tão grande franja do eleitorado como em Portugal".

Eu podia sempre argumentar que a França não é um bom exemplo, pois, em muitos aspectos, é um país bastante extremista e instável. Poderia ainda dizer que é um país que tem uma revolução (não se sabe bem porquê) de vinte em vinte anos. Poderia até dizer, como o bom povo diz, "que a excepção confirma a regra". No entanto não digo. E porquê? Porque como "até um cego pode ver", estes 47% são de simpatia pelo partido, não são de intenções de voto, duas coisas bastante diferentes. Diz também Carlos Santos que "há países europeus ocidentais onde o que chama de "extrema-esquerda" não só tem o mesmo número de votos que o maior partido da oposição, mas coincide (!!) com esse maior partido da oposição." Esta a afirmação é verdadeiramente genial, tendo em conta que o NPA foi fundado em Fevereiro de 2009, e que desde então ainda não houve qualquer acto eleitoral em França! Ou seja, o NPA tem zero deputados na Assembleia Nacional, logo não pode ser o maior partido de coisa nenhuma!!


Concluindo o post de Carlos Santos não traz nada de novo nem defende uma única ideia válida (isto, claro, sem contar com os insultos e insinuações sobre o intelecto dos outros...), algo que parece constante a este senhor.


P.S.: Peço desculpa por ter só respondido agora mas como deve imaginar, a minha vida não me permite acompanhar incessantemente, todo e qualquer blog...

5 comentários:

CS disse...

Fico feliz por se ter andado a documentar a meu respeito. Corrijo contudo que o FT é um jornal britânico e não americano. A França não ser um país ocidental vai por sua conta. Quanto à popularidade, bem....eu vou verificar a sua afirmação, mas os números do louçã não andam longe. E isso deu no que você chama de extrema esquerda inconcebível.
Responderei em post oportunamente.
Carlos Santos

BSC disse...

Ou sou eu que não sei ler ou então não sei como o senhor Carlos Santos vê no texto do Rodrigo:

1. Que o Finantial Times é um jornal americano;
2. Que a França não é um país ocidental; e
3. Que Louçã tem 47% de indice de popularidade.

Tomás Gonçalves da Costa disse...

Mais perguntas ao Sr. Dr. Carlos Santos:

4. Onde aparece referenciado o Finatial Times?

Aposto que o Carlos é muito bom naqueles passatempos de descubra as diferenças...

Manuel Marques Pinto de Rezende disse...

rodrigo,

não visito esta casa há algum tempo. estava a ver o blogue do Carlos Santos, e reparei na referência.

apeteceu-mne gritar a refutação, mas tu trataste de cumprir o meu desejo mais profundo. muito obrigado.

Rodrigo Lobo d'Ávila disse...

De nada. Eu é que agradeço. Abc