quarta-feira, 30 de abril de 2008

Passo a passo *



"Mais liberdade no espaço público, mais liberdade na actividade económica, mais liberdade na vida privada, mais liberdade no exercício pleno da cidadania".

A frase é de Pedro Passos Coelho na apresentação da "Carta de Valores" da sua candidatura e podia ser, perfeitamente, subscrita por mim. Fosse eu militante do PSD e não tinha dúvidas em apoiar PPC em detrimento dos outros dois candidatos que, cada um à sua maneira, representam o passado e ideias gastas e estafadas. Passos Coelho, parece-me, poder vir a ser a alternativa mais séria e credível ao domínio socrático, e uma alternativa que põe a tónica na liberdade, valor que não me podia ser mais caro. PPC apresenta-se como um "liberal solidário" e como alguém que quer assumir uma mudança e um corte com o passado do PSD. Só por isso já me parece bem!

Eventualmente o que mais me aproxima de PPC é, mesmo, uma questão geracional. Cada vez mais acho que é preciso renovar a política e fazê-lo por via de uma mudança geracional de quem nos "governa". Porque, na análise que faço do que rodeia, a mudança geracional está intimamente ligada a uma mudança de paradigma e a uma nova visão do mundo. Quem tem 26 anos, hoje, não consegue perceber uma suposta futura candidata a Primeira Ministra que tem quase 70 anos (!). Muito menos entende que "mudança" podem trazer um ex Primeiro Ministro e uma ex Ministra que já tiveram as suas oportunidades (várias) e pouco ou nada mudaram... (e neste capítulo, apesar de tudo, ainda me merece mais simpatia Pedro Santana Lopes que Manuela Ferreira Leite, já que aquele sempre foi um agitador e quando teve a oportunidade ainda tentou agitar este pântano de águas paradas, mas não teve as condições necessárias para o fazer!).

Assim sendo, e porque é cada vez mais evidente que Portugal precisa de um "valente" abanão e que o sistema de partidos, tal como o conhecemos, tem urgente necessidade de ser redefinido e recentrado (não ler aqui qualquer simpatia por ideias de blocos centrais e afins), parece-me que PPC pode ter um papel a desempenhar neste jogo de tabuleiros, abrindo caminho a um reposicionamento do PSD que obrigará, também, a uma clarificação do CDS quanto ao espaço ideológico em que se quer mexer.

Esta redefinição, que considero fundamental, está, porém refém dos velhos do Restelo e de todos aqueles que com a tradicional atitude lusitana criticam o que "está" mas temem a mudança. É preciso, pois, que este país perceba a flagrante necessidade que tem de quebrar com as absurdas amarras que ainda o ligam a um passado (tão herdeiro de Salazar como da Abrilada) que convive mal com a liberdade, com a autonomia, com a criação de riqueza, com o investimento, com a mobilidade, com a flexibilidade, com a escolha, com a iniciativa privada, com a propriedade, com o progresso e com a modernidade! Sem criarmos um Portugal amigo dos Portugueses, respeitador da Liberdade, dinâmico, flexível e moderno, estamos condenados a continuar como estamos, no eterno «vai-se andando» que nos conduz a lado nenhum!

Como também diz PPC «há momentos em que é preciso assumir a coragem de mudar», e eu concordo. Esperemos que esta não seja apenas mais uma frase panfletária de campanha e que signifique, realmente, que alguma coisa pode mudar, sem que tudo continue na mesma!



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* Texto também publicado aqui.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Inacreditável!

Rui Pereira, relativamente à invasão da esquadra da PSP em Moscavide “considera "desaconselhável" haver apenas um agente numa esquadra da PSP”. Desaconselhável?!?
Senhor Ministro, desaconselhável será não usar um casaco nos dias frios de Dezembro ou não estudar para um exame. Quando uma esquadra é invadida pode usar os termos que quiser, a escolha para classificar tal acto é enorme, mas nunca afirmar que é desaconselhável. Para que se perceba a gravidade da situação, eis o que aconteceu: Alguém foi agredido, naturalmente dirigiu-se à esquadra da residência (suponho) para apresentar queixa dos agressores (ou devo dizer heróis? Hoje em dia, nunca se sabe) e encontra o seguinte cenário: 1 agente da PSP! Como se não bastasse, na perspectiva do ofendido, os agressores (ainda não satisfeitos) correm em direcção à esquadra para acabar o “serviço” e, como não são de modas, toca a “despachar” o queixoso! Muito resumidamente foi isto que aconteceu. E como reage Rui Pereira? Com um tímido “É desaconselhável”!
Qualquer dia, e não deve faltar muito, arriscamo-nos a que o Ministro da Administração Interna classifique os criminosos de rudes e extremamente mal-educados.
Rui Pereira, na mesma entrevista, ainda conseguiu dizer mais uma asneira – e das grandes – “ninguém pode garantir que não vai haver uma cena de violência perto ou dentro de uma esquadra”. Mas, então? Nem as esquadras estão a salvo de actos criminosos? O que o Senhor MAI não percebe é que com estas afirmações está a desbravar caminho para que o País se torne cada vez mais inseguro. E pensava que os meus/nossos impostos serviam, entre outras coisas, para garantir a segurança de Portugal! Haja decoro…

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Que Menino...

aqui tinha escrito que Luis Filipe Menezes se havia deixado levar por um caminho, aparentemente tentador, onde seria possível sair lavado em lágrimas para mais tarde regressar em ombros. Assim funcionam os Partidos. Quando a contestação começa a ganhar relevo, opta-se, sempre com as devidas cautelas - alterações aos Estatutos e afins - e atempadamente, pela saída. Naturalmente que esta saída não significa o fim da linha, bem pelo contrário. Geralmente funciona como um pré-aviso de uma recandidatura. O discurso da “vitimização” é bastante tentador, primeiro, porque está sempre envolvido num dramatismo tal, que chega a enjoar, que a besta passa a ser bestial (e se existe algo com que os Portugueses vibram, é com dramas). Segundo, porque a recandidatura é vista como uma espécie de legitimidade renovada. Acaba por ser uma dupla vitória (I)é reeleito (II) ganha um novo argumento, ou seja, mesmo com contestação voltou a ganhar. Confesso que até à uns dias acreditava que o mesmo se passasse com LFM no PSD.
Pois bem, como muitos outros enganei-me e ao que tudo indica LFM vai mesmo deixar a liderança do PSD (pela porta do cavalo, diga-se). O que me leva a pensar: LFM esperou toda a sua vida para ser líder do PSD e agora que o conseguiu abandona? Então o homem que se assumia como um guerreiro, (não confundir com o menino guerreiro, que esse anda por aí) ao primeiro sinal de alarme, abandona o barco? LFM é um menino...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

este ano está a correr bem

Rodrigo Moita de Deus no 31 da Armada diz:


Estamos a 24 de Abril e a associação do 25 ainda não gritou que a democracia está em perigo. Não há documentários na televisão sobre a inteligência de Vasco Lourenço e filmes sobre a coragem de Salgueiro Maia. Não há chorosas evocações na rádio de José Mário Branco. Não há regravações dos clássicos de Zeca Afonso nem novas fotobiografias dos combates estudantis de Coimbra. Não há poemas de Manuel Alegre. Não há debates sobre o papel de Otelo Saraiva de Carvalho. Não há, sequer, um cravozinho numa lapela.

Levou tempo, 35 anos, mas acho que o 25 de Abril finalmente acabou, pá.

O Regresso do Herói

terça-feira, 22 de abril de 2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

É mesmo para rir...

Manuela Ferreira Leite assume-se como candidata á liderança do PPD/PSD. Eu não sei o que é que a malta vê nesta senhora, que só fez asneiras na educação e "maravilhas" pelo crescimento do deficit, mas pelos vistos vai-se candidatar á liderança do PPD/PSD.
A única razão que me parece explicar a popularidade desta grand damme do PSD é o facto de em uns "prós e contras", há uns anos atrás, ter sido alcunhada de "Salazar de Saias" (o que fica sempre bem perante uma certa direita portuguesa).
Para mim esta senhora é apenas mais um "D. Sebastião" (desta vez no feminino) para ser destruído(a), não pelos mouros, mas pela crua realidade do passado, no qual ela participou.

Piu, piu..as aguias perderam as asas....


2-0


24 PONTOS DE AVANÇO


CAMPEÕES NACIONAIS 2007/2008

Miau, Miau: os Gatinhos perderam a juba...



4-1

Edwards urges students to make themselves heard


sexta-feira, 18 de abril de 2008

PPD/PSD


Luís Filipe Menezes (LFM) anunciou ontem que se demite da liderança do partido e pediu ao Conselho Nacional para convocar eleições directas para o próximo dia 24 de Maio.
Esta demissão mostra que este PSD é tudo menos uma alternativa viável ao PS nas próximas eleições legislativas.
O maior partido da oposição parece não ter aprendido a lição... Primeiro não devem ter reparado no flagelo com que o CDS se deparou na guerra que antecedeu as directas e nas consequências das mesmas, pois fizeram exactamente o mesmo... Depois não devem ter ficado contentes com o resultado e vão voltar a fazer igual...
LFM não é de certeza o melhor líder do PSD... Não é certamente capaz de derrotar Sócrates... É certo que tem um discurso divergente todos os dias e tem culpa pela quebra nas intenções de voto no PPD... Mas também é certo que essa mesma quebra não se deve somente a LFM mas também à guerra interna que assola o maior partido da oposição...
Mais uma vez voltando ao CDS... a grande quebra nas intenções de voto no partido do Caldas deveu-se não só devido à nulidade que era Ribeiro e Castro, mas também às cenas vergonhosas dos Conselhos Nacionais, às guerrinhas nos jornais, nas rádios, etc...
Estas directas somente vão servir para legitimar Menezes. Os barões não tem o apoio das bases nem vão avançar. Aguiar Branco é tudo menos alternativa pois a opinião pública não o conhece... Passos Coelho prepara-se para 2009... Marcelo Rebelo de Sousa seria mais um desastre dado que só está habituado a perder eleições. Rui Rio teria possibilidades de derrotar LFM e Sócrates, mas será que avança ou também espera por 2009?
A própria data das eleições foi feita para não permitir qualquer candidatura decente.. LFM que não estava na corrida mas que iria fazer na mesma a volta a Portugal que já estava programada... Não sendo candidato esta volta seria impracticavel com outros candidatos no terreno...
É por estas e por outras que as pessoas não acreditam na política e na direita..

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ainda o almirante vermelho (assim mesmo, de minúsculas)

E que sei eu? O seguinte: é verdade que a dada altura e por ordem do palhaço, a PSP foi substituída por patrulhas conjuntas dos três movimentos. Só estando lá se pode saber o que isso significou e as consequências que teve, nomeadamente em Luanda. Na minha família houve quem o sentisse na pele;
É verdade que o verme favoreceu o MPLA tanto quanto pôde e a desgraça que se seguiu tem a mão dele e do PCP;
É verdade que na casa onde eu morava com os meus pais e irmãos, numa quase aldeia perto da Gabela, 400 km a sul de Luanda, entraram três soldados (um do MPLA, outro da FNLA e outro da UNITA) fortemente armados (incluindo um RPG, desse lembro-me que me assustou) cujo papel era desarmar os brancos. Para quê e por ordem de quem? Do filho da puta. Não levaram duas caçadeiras do meu pai que estavam no armário do meu quarto, porque, por sorte, foi o soldado da UNITA que lá entrou e eu tinha um poster com a bandeira desse movimento por ali. Tanto quanto me lembro, no caso e na zona as coisas correram bem, não houve problemas, noutros sítios não foi assim. Há quem possa testemunhar e talvez o Ferreira Fernandes possa fazê-lo.
De comunistas arrependidos, meu caro, quero distância. Alguns até dão em neo-cons e outros em social-democratas, vê lá.

Hélder, n'O Insurgente

quarta-feira, 16 de abril de 2008

In Memoriam

Alexis Henri Charles Clérel, visconde de Tocqueville (29 de Julho de 1805 - 16 de Abril de 1859) foi um pensador político, historiador e escritor francês. Tornou-se célebre pelas suas análises da Revolução Francesa, da democracia americana e da evolução das democracias ocidentais em geral. Raymond Aron pôs em evidência sua contribuição à sociologia.

As obras completas aqui

terça-feira, 15 de abril de 2008

Um pouco da historia Torie

A ver a aqui