segunda-feira, 28 de abril de 2008

Que Menino...

aqui tinha escrito que Luis Filipe Menezes se havia deixado levar por um caminho, aparentemente tentador, onde seria possível sair lavado em lágrimas para mais tarde regressar em ombros. Assim funcionam os Partidos. Quando a contestação começa a ganhar relevo, opta-se, sempre com as devidas cautelas - alterações aos Estatutos e afins - e atempadamente, pela saída. Naturalmente que esta saída não significa o fim da linha, bem pelo contrário. Geralmente funciona como um pré-aviso de uma recandidatura. O discurso da “vitimização” é bastante tentador, primeiro, porque está sempre envolvido num dramatismo tal, que chega a enjoar, que a besta passa a ser bestial (e se existe algo com que os Portugueses vibram, é com dramas). Segundo, porque a recandidatura é vista como uma espécie de legitimidade renovada. Acaba por ser uma dupla vitória (I)é reeleito (II) ganha um novo argumento, ou seja, mesmo com contestação voltou a ganhar. Confesso que até à uns dias acreditava que o mesmo se passasse com LFM no PSD.
Pois bem, como muitos outros enganei-me e ao que tudo indica LFM vai mesmo deixar a liderança do PSD (pela porta do cavalo, diga-se). O que me leva a pensar: LFM esperou toda a sua vida para ser líder do PSD e agora que o conseguiu abandona? Então o homem que se assumia como um guerreiro, (não confundir com o menino guerreiro, que esse anda por aí) ao primeiro sinal de alarme, abandona o barco? LFM é um menino...

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