terça-feira, 4 de março de 2008

Terrorismo (1)


Bem vindo China!
Li o teu 1º post com muita atenção e vou comentar alguns pontos.
A invasão do Equador por parte da Colombia do meu ponto de vista é perfeitamente legal e legitima! O Equador alberga membros das FARC e como tu disseste a luta contra o terrorismo é uma luta sem fronteiras! Se o Equador alberga uma organização terrorista e não tem capacidade de lidar com isso então tem de ser outros a tratar por eles... Quanto mais quando as FARC operam na Colombia e espalham o terror pelo povo colombiano com constantes raptos e ataques terroristas! São dos maiores fornecedores de droga do Mundo e por estes pontos não podem passar impunes. A acção militar colombiana teve como objectivo liquidar um grupo terrorista e não capturar cidades, aumentar território, etc... Do meu ponto de vista nem de uma invasão se tratou...
O mesmo se passa na fronteira da Turquia com o Iraque, ou seja, no suposto Curdistão... Ainda há pouco a Turquia "invadiu" o norte do Iraque com o mesmo objectivo e mantém 100000 homens estacionados na fronteira para o que der e vier!
Nem vou falar do caso de Israel porque então tinhamos conversa para uma tese de doutoramento.
Respondo então à tua pergunta...
Se um governo apoia organizações terroristas faz dele membro da mesma? - SIM

19 comentários:

André Barbosa disse...

Concordo com a conclusão, ou seja, quem apoia O.T assume as devidas consequências. Até aqui tudo bem. Relativamente ao facto de ser legal e legitima (como afirmas) não poderia estar mais em desacordo. Legal certamente não será. Legitimo, talvez do ponto de vista moral,nada mais. Existem regras Internacionais, que devem ser seguidas, caso contrário, viveriamos num clima de total insegurança. Quando se diz que a luta contra o terrorimo é uma luta sem fronteiras, das duas uma: Ou se declara guerra,com todas as consequencias que possam surgir ou,os Países envolvidos aceitam que uns entrem nos outros. Agora,invadir sem anunciar não me parece correcto.
Digo isto, mas com total desprezo pelas FARC - Organização terrorista que abomino.

André Barbosa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João Ribeirinho Soares disse...

lá está... mas isto não se tratou de nenhuma invasão!
Clima de insegurança é o que se vive na Colômbia à conta das FARC
Aconselho-te a veres a questão do médio oriente...

André Barbosa disse...

O Equador pode muito bem entender o acto como uma invasão, afinal de contas, a Colômbia entrou com as suas tropas em territorio alheio. Mais, lançou um raide aereo! Isto não será considerado como invasão?

Imagina que no Algarve existia uma força rebelde (Espanhola), e que de repente a Espanha - ainda que com o objectivo de atacar esse grupo - bombardeava territorio Português. Parece-te licito e legitimo?

A Colômbia já é um País inseguro por natureza, obviamente que as FARC em nada ajudam a melhorar esse aspecto. Agora, acredito que existam outras formas de lidar com a situação que não a entrada em território alheio.

Conheço relativamente bem a questão do Médio Oriente e, como tal, considero que é bem mais complexa que este caso.

João Ribeirinho Soares disse...

A nível de terrorismo é ainda pior! E paises como o libano não tem capacidade para o deter...

João Ribeirinho Soares disse...

E nós vivemos numa realidade totalmente diferente portanto o exemplo de Espanha nem se aplica!

André Barbosa disse...

Se bem percebi o texto, o que está em causa é a licitude/ilicitude da entrada em território alheio, e não o terrorismo no Médio Oriente. Daí o exemplo, obviamente que vale o que vale (até porque não tive grandes cuidados em inserir as realidades). Agora, a comparação serve para demonstrar que ninguém gosta que outro País entre - sem sequer anunciar - no nosso território. E continuo a dizer que é uma invasão.

Como estás a fugir à questão principal, posso partir do principio que estás a recuar? Ou seja, reconheces que foi uma invasão?

;)

João Ribeirinho Soares disse...

Uma invasão de um país tem como objectivo principal capturar algo, expandir território, etc... Neste caso não houve nada disso.... Portanto não houve invasão! :P

André Barbosa disse...

Na linguagem corrente admito que seja assim. No Direito Internacional Público, as coisas não são vistas dessa forma. Quando a Colômbia entra no Equador, está a invadir terreno alheio. Ora, se está a invadir, necessariamente é uma invasão.

Não sou especialista em DIPúblico, mas tenho a ideia que a realização de actos de soberania em territorio alheio, não é conforme as regras de direito internacional, as quais não concedem aos Estados a faculdade de actuar soberanamente num territorio pertencente a não ser quando excepcionalmente legitimados para isso. Portanto, se não estava legitimada (a Colômbia), é porque atentou à soberania do Equador.

João Ribeirinho Soares disse...

Na linguagem corrente, na prática, etc... É sempre assim... Se realmente fosse uma invasão nesta altura o Equador já tinha capitulado... o mesmo se passaria com o a Venezuela... bem que podiam tirar de lá o Chavez...
Em suma... nao e invasao nenhuma

André Barbosa disse...

É invasão (não sou eu que digo, são os tratados internacionais).

Obviamente que a Colômbia não invadiu o Equador com o objectivo de tomar o poder. Por acaso (ou talvez não), andava em busca de rebeldes e lançou um raide aereo no território do Equador.

Se utilizares uma escala de 0 a 10, para veres o grau de invasão, o facto de estar no nivel 0,5 ou 1 não significa que deixa de ser invasão. Pode ser ao de leve, mas é!

João Ribeirinho Soares disse...

lol....dificilmente já me estás a dar razão... Aos pouco chegas lá... Nestas situações os tratados internacionais valem o que valem... são um papel... não passam de um papel!

André Barbosa disse...

Eu nunca disse que eram seguidos à risca. Às vezes são mesmo papel, nada mais. Há inúmeros exemplos que provam isso mesmo. Agora, há um conjunto de regras internacionais que devem ser seguidas, sob pena de vivermos em constante insegurança.

Concordo que muitas vezes são esquecidosnão, não concordo que passem por cima. Por uma questão de segurança.

James Aurens disse...

André

Isto é simples se alguem alberga organizações terroristas tem que sofrer sanções, no caso concreto pelos vistos até as ajudam por isso....

André Barbosa disse...

Claro que, no caso, o Equador tem que sofrer sanções. Nisso, acredito que estamos todos de acordo. Não defendo direitos das FARC - até porque quando assumiram o estatuto de terrorista, abdicaram de quaisquer direitos -mas sim, a Soberania do Equador. Como sabes, há várias formas de sancionar um País, não é necessário - no imediato - entrar em território alheio.

James Aurens disse...

Andre

A luta contra o terrorismo não pode depender de fronteiras, porque se assim fosse haveria decerto paises que os acolhiam e nada poderia ser feito.

André Barbosa disse...

Em última instância, estou de acordo. Depois de passar várias etapas, com a sensatez e razoabilidade possiveis nestes casos, sim, concordo que se parta para o ataque à soberania de um País.

Rodrigo Lobo d'Ávila disse...

Embora não esteja muito de acordo com a invasão de países a torto e a direito, temos que levar em conta que o Equador estava a albergar terroristas e provavelmente dando-lhes apoio e treino. Esta situação não é nova. Os israelitas passam a vida a faze-lo, os EUA tambem (temos como exemplo as incursões no Cambodja durante a guerra do Vietname) e mesmo Portugal, raramente perdia uma oportunidade para ir passear ao congo, ou á Guiné-conakri durante a guerra colonial. Logo não sei se fará sentido ir chatear os desgraçados dos colombianos que todos temos telhados de vidro.

André Barbosa disse...

Não se trata de chatear a Colômbia - sou solidario com os Colômbianos, relativamente ao combate às FARC. Considero é que previamente (a Colõmbia)podia e devia ter interpelado o Equador. Se a interpelação não tivesse efeitos, informava a Comunidade Internacional. Ou seja, percorria várias etapas até entrar em território alheio. E aí sim, estaría legitimado para atacar em força os terroristas. E, se fosse o caso, o Equador. Na perspectiva que não se aliava à Colômbia no ataque às forças rebeldes.